Ontem, os mercados acionários fecharam em alta: o S&P 500 subiu 2,51%, o Nasdaq 100 avançou 2,80% e o Dow Jones ganhou 2,85%. O otimismo foi impulsionado pelas expectativas de uma possível desescalada entre os EUA e o Irã, que poderia reduzir os riscos ao abastecimento de energia e apoiar a economia global.
Hoje, o cenário mudou: os futuros dos índices dos EUA e da Europa recuaram, enquanto os preços do petróleo avançaram. O gatilho foi a declaração de Teerã de que vários termos do acordo foram violados, o que aumentou a incerteza e levou os investidores a realizar lucros e reduzir a exposição ao risco. Ao mesmo tempo, a alta do petróleo reflete preocupações persistentes de que as tensões na região possam afetar a produção e o transporte de petróleo. Acesse o link para mais detalhes.

O pior parece ter ficado para trás: os índices de ações dos EUA subiram fortemente após a notícia de um cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio. Cerca de 400 das 500 empresas do índice S&P 500 fecharam em alta; apenas o setor de energia ficou para trás, reagindo de forma nervosa aos movimentos do Brent e do WTI. O VIX caiu significativamente, à medida que os investidores voltaram a apostar na narrativa de desescalada e venderam o medo mais rapidamente do que o habitual.
A alta do S&P 500, a mais longa desde setembro, foi impulsionada não apenas pelas manchetes, mas também pelo rápido fechamento de posições vendidas por fundos hedge. Estão sendo feitas comparações históricas com a década de 1990: após a desescalada e a queda do petróleo, o índice apresentou forte valorização. Se o conflito realmente caminhar para a paz, as ações dos EUA podem ter espaço para estender sua tendência de alta. Acesse o link para mais detalhes.

Na próxima semana, o Senado dos Estados Unidos tentará novamente aprovar uma resolução destinada a limitar novas ações de Donald Trump sem a aprovação do Congresso.
Enquanto isso, o aumento da inflação nos EUA e o nível mais elevado das taxas de juros definido pelo Federal Reserve têm implicações globais: uma parcela significativa da dívida de muitos países continua denominada em dólar, e o número de nações enfrentando dificuldades com suas obrigações cresce.
Quanto ao Irã, o cenário das negociações está longe de ser bem-sucedido. Especialistas descrevem as propostas dos EUA e do Irã como "manifestos de capitulação" mutuamente excludentes. Teerã insiste em garantias, no controle do Estreito de Ormuz e na cobrança de taxas de trânsito, enquanto Washington exige o desmantelamento de programas nucleares-chave, a colocação do urânio sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica, além do fim das atividades com mísseis e do apoio a grupos aliados.
Nesse contexto, poucas horas antes do prazo de seu ultimato expirar, Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas. Acesse o link para mais detalhes.
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